


CINEMATOGRAPHO
MÁ FAMA

ESTAÇÃO GODOT APRESENTA

minutos de cinema vividos
curtas, médias e longas
que passaram pela tela do cineclube
pessoas que ocuparam
nossas cadeiras
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PRÓXIMAS SESSÕES

A Máscara da Morte Vermelha (1964) + O Corvo (1963)sex., 25 de set.Casa de Cultura Pedro Wayne
A Greve (1925)sáb., 26 de set.Casa de Cultura Pedro Wayne
Harakiri (1962)sáb., 17 de out.Casa de Cultura Pedro Wayne
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Frequência
1 vez
Mensal
Valor
R$ 20
Outro




MOSTRAS ANTERIORES

DANOS MORAIS & MÁ FÉ
maio a dezembro de 2025
A mostra Danos Morais & Má Fé foi nossa tentativa de ressuscitar o espírito dos midnight movies sem ter a decência de esperar até meia-noite. Selecionamos filmes cultuados justamente por serem estranhos demais, excessivos demais ou inconvenientes demais para o circuito convencional (como se houvesse algum circuito por aqui). Ao longo de 2025, a curadoria foi de Showgirls e Eraserhead a Żuławski, Carpenter, Kenneth Anger, John Waters e outros suspeitos de sempre. No fim, cedemos à tradição e marcamos uma sessão para as 23h57.

NADA ESTÁ GARANTIDO
fevereiro a julho de 2026
Depois de Danos Morais & Má Fé, nada mais estaria certo, nem tema, nem gênero, nem duração, nem qualquer promessa de bom comportamento. A mostra Nada Está Garantido seguinte assumiu essa falta de garantias como método: colocar lado a lado filmes, países, épocas e formas que não tinham obrigação nenhuma de se explicar entre si. A programação foi da Venezuela de País Portátil a Varda, Pasolini, Godard, Kubrick, Tarkovsky, Bressane e Melvin Van Peebles. A única regra era não saber muito bem o que vinha depois.

Sempre um curta surpresa
antes da sessão
Numa dessas reuniões que tecnicamente não aconteceram, alguém afirma ter ouvido que as vozes do Colégio Invisível das Serpentes Mnemônicas decidindo que apenas projetar apenas o filme prometido era covardia. Então, veio a decisão, estúpida e inevitável: antes do longa (ou dos dois longas), sempre haveria um curta surpresa. Sem aviso, sem coerência, nem piedade.
Às vezes, o curta conversa com o filme principal, compartilha o mesmo delírio estético, o mesmo gesto do diretor, o mesmo sintoma histórico. Outras vezes, não. E o choque é justamente o ponto. O que importa é o atrito: provocar, desalinhar o olhar, acender faíscas no debate e, de quebra, testar a resistência da plateia. Pode ser um lampejo de sessenta segundos ou uma epifania que se arrasta por meia hora. O público nunca sabe.
Alguns desses curtas sobrevivem às sessões como fragmentos de sonho que se recusam a morrer e reaparecem, reencarnados, em vídeos perdidos em portais como YouTube, onde continuam assombrando quem tiver a curiosidade (ou o azar) de encontrá-los.
